segunda-feira, janeiro 08, 2007

Amor Eterno

"Perdera-o.
Ali estava a prova de que a imortalidade não existia, pois acabara de o perder. O seu bem mais precioso, o seu coração, a sua alma, partira. Dissera-lhe o corvo que agora sempre a acompanhava. Contara-lhe que agora estava sozinha, pedira-lhe que fosse forte...
Vestira-se de luto e visitara a sua campa, ali jazia seu corpo. Chorou... Unicamente ali... Depois pegou na espada dele, e jurou vingar a sua morte. Quem lho roubou iria arrepender-se amargamente. Jamais havia sentido ódio mas naquele momento era o que lhe corria no sangue, que alimentava seu corpo. "
Dela nunca mais se ouviu falar, cumpriu sua jura pois todos os outros morreram, mas depois disso só o corvo se via, sempre sozinho. Alguns dizem que se escondeu, poucos que em sombra se tornou... E eu? Eu acho que ela partiu, para perto dele, porque aquele amor é eterno, nem a Morte é capaz de os separar...

Bloody kisses***Ari

domingo, janeiro 07, 2007

Anjo de Pedra

Toda a vida chorou
Em cada dia amou
Todas as horas cantou
E num anjo de pedra se transformou

Por muito sofrimento passou
Sua dor eternizou
Seus pensamentos gritou
E um anjo de pedra ficou

De asas abertas estacou
Naquele lugar perdurou
Pela eternidade continuou
Um anjo de pedra...

Bloody kisses***Ari

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Amu t

Aqui te espero
Mas tardas em chegar
Se demorares muito
Nem por ti a Lua vai esperar

Sabes que te amo
Que sem ti não sei viver
Vem depressa
Para eu parar de sofrer

Não me abandones aqui
Parece que estou perdida
Chorando a tua ausência
Amor da minha vida

Vejo a tua sombra ao longe
Lentamente te vais aproximando
Finalmente apareces
Acabando com o meu pranto

Chega perto de mim
Nunca mais te deixarei afastar
Estás preso a mim
Pois eu sempre te vou amar!

Olha.... Olha.... Amu t! Muito!

Bloody kisses***Ari

quarta-feira, janeiro 03, 2007


O pano fechou-se
A máscara caiu...

Revelou as lágrimas caídas
Num silêncio de morte
Todas as mágoas sentidas
Da sua malfadada sorte

Estranha face era aquela
Que só dor transmitia
Era uma cara tão bela
Porque estava sempre escondida?

Representava sempre da mesma maneira
Fingindo ser quem não podia
Sorria imitando uma sereia
Era assim seu dia-a-dia

No fim tudo era igual
Voltava sempre a esconder-se
Era esse o seu Fado fatal
Que cumpriria até que o corpo morresse

O pano fechou-se
A máscara caiu...

Bloody kisses***Ari

Os Corvos

Por aqui andava esquecida
Na beira do meu precipício
Há muito que estava perdida
Era como viver num hospício

Pálida como a Lua
Daqui observava o mundo
Olhando a terra nua
À minha volta o mar profundo

Por vezes tentava voar
Abria os braços e o vento sentia
Até que um dia os corvos me vieram buscar
Para o mundo da fantasia

Agarrando meu corpo frágil o levaram
Juntamente com a alma triste
Nunca mais ao abismo voltaram
Nem eu me lembro se ele ainda existe

Bloody kisses***Ari

terça-feira, janeiro 02, 2007

Porque?

Porque me olhas assim?
Porque me censuras se na realidade não és melhor que eu?
Porque me julgas sem ouvir a verdade da minha boca?
Porque me tratas como se fosse uma estranha para ti?
Porque choras as minhas mágoas?
Porque me matas por dentro se eu quero continuar viva?
Porque não me deixas simplesmente?
Porque continuas a troçar da minha desgraça?
Porque existes?
Porque és eu e eu sou tu?
Porque?

Bloody kisses***Ari

Novo Ano

Um novo ano começa
Um novo capítulo na nossa vida
Uma nova renascença
Uma nova dor sentida

Um novo dia amanhece
Um novo livro escrevemos
Uma nova noite anoitece
Uma nova página relemos

Um novo sentido para a existência
Um novo rumo para a alma
Uma nova direcção para a sobrevivência
Uma nova vida...

Bloody kisses***Ari