sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Portas


Portas abertas
Que não me importam
Bestas despertas
Que nelas habitam

Por elas passo
Mas em frente sempre sigo
Depois um empasse
Não ouço o que digo

Chamam minha alma
Convidam meu ser
A tornar-me uma Besta
Para sempre ali viver

Mas preso não quero estar
Daqui quero fugir
Ergo a cabeça para continuar
E para sempre daqui sair



Bloody kisses***Ari

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Terra

Terra escura
Nada em ti me trás amor
Só uma imensa dor
Que consome meu frágil ser

Terra negra
Envolves minha alma
Tiras-me toda a calma
Corróis meu leve corpo

Terra sombria
Tão vazia de nada
Tão desprovida de tudo
Tão cheia de mim


Bloody kisses***Ari

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Senhora do Tempo

Senhora do Tempo
Que tudo controla
A todos comanda

Ninguém a pode contradizer
Pois o tempo não se pára
Assim obriga-nos a correr
Ou a nossa vida acaba

E se tentarmos descansar
Ela nos atraiçoa
Faz-nos chorar
Pois dá-nos o que mais magoa

Enfim temos que continuar
Se não queremos sofrer
Até mesmo a amar
O tempo passa a correr

Senhora do Tempo
Que tudo controla
A todos comanda

Bloody kisses***Ari

domingo, fevereiro 04, 2007

Não sei que dizer
Não sei que pensar
Estou cansada de mentir
De te tentar ignorar

Leva-me à loucura
Esta minha obcessão
Parece uma tortura
Pela eterna escuridão

Farta das mágoas e da dor
Chorando sempre abandonada
só te quero dar o meu amor
Nesta eterna vida desamparada


Bloody kisses***Ari

sábado, fevereiro 03, 2007

Tristemente toco minha melodia infeliz
Tocando as cordas como uma simples aprendiz
Movo o vento com a minha canção
O único companheiro nesta minha solidão

Melancólica, dizem que é
Pobres desventurados que a ouvem
Choram por mim e pela música
Triste… Pois é

Nada me resta senão meu violino
Companheiro de tanta dor
Se não fosse meu amigo
Seria ainda maior meu sofrimento

Bloody kisses***Ari

sexta-feira, fevereiro 02, 2007


Uma casa
Uma vida
Uma noite

Um momento de desespero
Um segundo de solidão
Uma existência na escuridão

Um corpo amaldiçoado
Um ser despedaçado
Um cadáver estilhaçado

Uma criatura nocturna
Uma vida soturna
Uma alma perdida

Numa casa
Numa vida
Numa noite

Que ninguém se lembra
Ninguém conhece
Ninguém nota

Bloody kisses***Ari

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Diz-me

"Diz-me tu,
o porque da minha tristeza, porque choro quando toda a gente ri?
Porque me sinto morta, fria e inerte!
Mesmo quando estás comigo, agora, aqui!
Diz-me tu,
porque teve a Solidão de me escolher para sua companhia!
Diz-me porque quando todos desejam um leito quente, eu só desejo descansar na cova fria!
Diz-me tu,
o porque da tua frieza, desse teu olhar envolto p'la tristeza,
Diz-me porque chora o cadáver na Campa Dura!
Diz-me tu,
por onde vou,
Diz-me tu, se souberes quem eu sou:
Pó da Estrada,
Folha Caída
ou
Noite Escura?"

O poema é de uma amiga minha! A despenteada para sempre!! thanks my daling :)

Bloody kisses***Ari