segunda-feira, dezembro 03, 2007


Sou um poço vazio de sentimento algum
Um sem fim de cores nenhumas
A junção das eternidades dos Tempos

Perdi as expressões nas Eras passadas
Esqueci-me das sensações no coração oco

Agora nada mais tenho que um olhar sem sentir
Sem querer saber dos outros
Sem nutrir sentimento algum

Deveria eu sentir pena? Remorsos?
Na verdade não perdi nada
Não se perde o que não se tem


all by me
*Ari

quinta-feira, novembro 15, 2007

Dúvidas existenciais


São longas as horas que passo no silêncio do meu ser pensando quem verdadeiramente sou. Repostas não encontro mas as dúvidas existenciais são uma constante na minha vida. Quem sou? Porque sou assim? Como seria se fosse diferente? Mais alta, mais magra, mais bonita? Com outros valores e outra maneira de pensar?

Não existe a mais pequena hipótese de ver esclarecidas todas as minhas perguntas mas mesmo assim penso nelas, mesmo assim massacro o pensamento com elas.

Adianta de alguma coisa? Sinceramente acho que não. Mas que seria o ser humano se não tivesse dúvidas existenciais? Que seria o mundo se o Homem não pusesse em causa a sua existência? Se não tentasse desesperadamente responder ao impossível? Nada! Ou muito pouco!


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***Ari

sábado, novembro 03, 2007

Tentei


Tentei viver no mundo lá fora
Na longitude da minha essência
Tentei amar o impossível
Na possibilidade do infinito
Tentei esquecer a solidão
Enterrar o passado numa cova funda
Tentei perdoar os erros humanos
As falhas que me matam o coração

Tentei, juro pela minha alma que tentei
Tentei ser outra, tentei não ser Eu
Tentei, árdua e duramente
Tanto que me julguei até demente
Mas de todas as tentativas falhadas
De todas as horas amarguradas
Aquela hora em que olhei lá fora
E vi que era aqui que pertencia

À minha própria Luz...
Na minha única Escuridão...



text and pic by me ***Ari

domingo, outubro 14, 2007


É quando o Tempo nos foge por entre os dedos
Que aprendemos a dar-lhe o devido valor
É quando a Vida anda e nós temos que correr para a apanhar
Que temos a noção das coisas como elas são
É quando o Mundo não pára
Que descobrimos que também temos que continuar


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***Ari
(eu adorava ter tempo para escrever...)

quinta-feira, outubro 04, 2007

É agora...

É agora nas longas horas que passo longe de ti e o cansaço toma conta de mim que me apercebo de quanto te amo...
É agora nos caminhos que percorro para longe de ti que me apercebo de que só te quero ao meu lado...
É agora quando ainda reina a escuridão lá fora que eu descubro como preciso dessa tua luz que me ilumina e aquece nas longas noites geladas...
É agora que tudo se torna complicado que reparo em como a vida é tão simples ao pé de ti...

É agora na imensa saudade de te ter sempre e não te ter nunca que sei como te amo realmente, mais do que pensava ou alguma vez imaginei...



Amo-te^^


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***Ari

(mt cansada)

quarta-feira, setembro 26, 2007


Diz-me algo que ainda não saiba, partilha um segredo que não tenhas contado a ninguém, mostra-me o teu coração como jamais alguém conheceu, abre a alma e deixa-me amar-te num todo.

Conta-me as histórias de infância que só os pais sabem, mostra-me as fotos vergonhosas de quando eras pequeno, e aquela de que a mãe sempre se orgulha e diz 'é o meu menino'.

Deixa-me entrar na tua vida como um furacão, revolucionar a tua existência, virar o teu dia-a-dia de pernas para o ar e mostrar-te tudo o que podemos fazer os dois.

Por uma simples razão, pequena e talvez insignificante, minima, foi o que fizeste comigo.


Amo-te ^^



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***Ari

Longe


Ao longe ficaram as palavras sem sentido, os amores outrora vividos, as emoções que fizeram chorar...
Bem longe adormeceu a saudade do passado, a tristeza do amaldiçoado Fado, o coração perdido e despedaçado...
Lá longe deixei a solidão que me consumia, a escuridão que me escondia, os sentimentos que me desfaziam...

Tão longe tudo o que já não me importa ficou, tudo o que me magoa se enterrou...

Lá, bem bem longe, onde a vista já não alcança, onde o coração já não sente, onde a alma já não toca...


text and pic by me
***Ari